Pé chato que dói no adulto: tendinopatia do tibial posterior
- Dionatan Kühl
- 8 de jul.
- 2 min de leitura
Você sempre teve o pé normal, e nos últimos meses percebeu que o arco está mais baixo, dói na parte de dentro do tornozelo e o desgaste do sapato mudou de lugar. Esse conjunto tem nome — e tem janela de tratamento.
O tibial posterior é o principal sustentador do arco medial. Quando ele falha, o arco desaba — e a deformidade se torna progressiva se nada for feito.
Por que essa condição é diferente das outras?
A maioria das dores de pé é incômoda mas estável. A tendinopatia do tibial posterior é progressiva: sem intervenção, o tendão vai perdendo capacidade de sustentar o arco, o retropé vai para valgo, e o que começa como dor vira deformidade estrutural.
Isso muda a urgência. Aqui, tempo de diagnóstico importa.
Como reconhecer?
Dor e sensibilidade na face interna do tornozelo, no trajeto do tendão até o navicular e o cuneiforme medial.
Arco medial mais baixo que o do outro pé, ou mais baixo do que costumava ser.
Retropé em valgo — o calcanhar aponta para fora quando visto por trás.
Dificuldade para ficar na ponta de um pé só do lado afetado.
Desgaste assimétrico do calçado, mais acentuado na borda interna.
Qual é o tratamento?
Nas fases iniciais, conservador e com bom prognóstico:
Modificação de atividade e redução de carga sobre o tendão.
Exercícios excêntricos específicos para o tibial posterior.
Fortalecimento da musculatura intrínseca do pé e do complexo de quadril, que participa do controle do valgo.
Órtese ou palmilha com suporte de arco medial e cunha para descarregar o tendão e frear a progressão do valgo.
Medicação analgésica conforme orientação médica.
Por que a palmilha é peça central neste caso?
Em quase todas as outras dores de calcanhar, a palmilha é coadjuvante. Aqui ela é estrutural: ela assume mecanicamente parte da função que o tendão está deixando de exercer.
E é um caso em que a personalização deixa de ser argumento comercial e vira necessidade técnica: a altura do suporte de arco e o grau da cunha de retropé precisam corresponder ao seu grau de colapso. Palmilha genérica não tem como acertar isso.
Na avaliação, a baropodometria mostra objetivamente o deslocamento de carga para a borda medial — e é esse dado que define a correção.
E se já houver deformidade rígida?
Quando o retropé perde mobilidade e a deformidade se torna fixa, o tratamento conservador passa a ter papel de controle de sintoma e função, e a avaliação com ortopedista se torna necessária para discutir opções cirúrgicas.
É mais um motivo para não empurrar a avaliação: a janela em que a palmilha muda o desfecho é a fase flexível.
Avaliação com fisioterapeuta, baropodometria computadorizada e escaneamento 3D quando indicado. R. Blumenau, 178 — sala 705, Centro, Joinville/SC. WhatsApp (47) 3801-2376.
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Dionatan Kühl
Fisioterapeuta · CREFITO-10 252962-F · Sócio da Clínica Cure
Palmilhas 3D · Baropodometria · Terapia Manual
Clínica Cure Saúde e Desempenho · Joinville, SC



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