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Pé diabético: como prevenir complicações e o papel das palmilhas personalizadas

O pé diabético é uma das complicações mais relevantes do diabetes mellitus, estando diretamente associado a risco de úlceras, infecções e, em casos mais graves, amputações. A prevenção adequada é o principal fator para evitar desfechos negativos — e nesse contexto, a biomecânica e o controle da pressão plantar têm papel central.



O que é o pé diabético?


O pé diabético é resultado da combinação de fatores como:


  • Neuropatia periférica → perda da sensibilidade protetora

  • Doença arterial periférica → redução da circulação sanguínea

  • Alterações biomecânicas → aumento dos pontos de pressão


Essa associação faz com que pequenas lesões possam passar despercebidas e evoluir rapidamente.



Por que o risco de úlcera é tão alto?


Sem dor como sinal de alerta, o paciente continua sobrecarregando áreas específicas do pé. Isso gera:

  • Aumento da pressão plantar

  • Microtraumas repetitivos

  • Formação de calosidades

  • Evolução para úlceras plantares

Essas lesões são a principal porta de entrada para infecções.



O papel das palmilhas personalizadas


A utilização de palmilhas ortopédicas personalizadas tem como principal objetivo:


✔ Reduzir pontos de pressão

✔ Redistribuir carga plantar

✔ Melhorar o padrão biomecânico da pisada


Estudos mostram que essas palmilhas podem reduzir a pressão plantar em até 24–48%, com impacto direto na prevenção de lesões

Além disso, quando desenvolvidas com base em análise da pisada e pressão plantar, podem reduzir significativamente a recorrência de úlceras.



 O que a ciência mostra?


  • Redução de até 70% na recorrência de úlceras em pacientes de alto risco

  • Diminuição significativa da sobrecarga em regiões críticas do pé

  • Tecnologias 3D apresentam melhor desempenho na redistribuição de pressão


⚠️ Importante: os benefícios são mais evidentes na prevenção de recorrência, especialmente em pacientes que já tiveram úlceras.



Para quem as palmilhas são indicadas?

Segundo diretrizes internacionais:


Risco moderado

  • Perda de sensibilidade

  • Alterações na pisada

  • Doença vascular periférica

Indicado uso de calçados adequados e palmilhas com acompanhamento periódico


Alto risco

  • Histórico de úlcera

  • Amputação prévia

Necessidade de palmilhas/órteses personalizadas + acompanhamento frequente


As palmilhas só funcionam quando: São usadas diariamente, estão adequadas ao calçado e foram corretamente ajustadas.



 Estratégia clínica: prevenção é o foco!


No manejo do pé diabético, o objetivo não é apenas tratar — é evitar que a lesão aconteça.


Isso inclui:

  • Avaliação biomecânica da pisada

  • Controle de pressão plantar

  • Uso de palmilhas personalizadas

  • Monitoramento contínuo


Quando procurar avaliação?


Se você tem diabetes e apresenta:

  • Dormência ou formigamento nos pés

  • Calos frequentes

  • Alterações na pisada

  • Histórico de feridas


A avaliação precoce pode evitar complicações graves.


O pé diabético exige uma abordagem multidisciplinar, mas a fisioterapia e a análise biomecânica têm papel fundamental na prevenção.

Palmilhas personalizadas não são apenas conforto — são uma estratégia clínica baseada em evidência para reduzir risco e preservar função.





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